CARNAVAL 2026 - DESRESPEITO NA AVENIDA --

O que era para ser uma celebração cultural se transformou em motivo de indignação para milhões de brasileiros.

O desfile de carnaval que colocou símbolos da fé cristã em tom de deboche ultrapassou um limite que não pode ser ignorado. Liberdade artística não é licença para ofender. Crítica não é sinônimo de escárnio. Quando se atinge aquilo que é sagrado para uma parcela enorme da população, o debate deixa de ser cultural e passa a ser moral.

O Brasil é um país majoritariamente cristão. A fé faz parte da história, da formação e da identidade do nosso povo. Ridicularizá-la em rede nacional não é vanguarda artística — é provocação.

E como se não bastasse, o mesmo desfile ainda decidiu homenagear um político marcado por condenações e corrupção. Em um país que sofre com hospitais lotados, escolas carentes e cidadãos pagando impostos cada vez mais altos, celebrar alguém envolvido em escândalos é um insulto à sociedade honesta que trabalha e sustenta essa nação.

Qual é a mensagem transmitida?

Que valores estão sendo exaltados?

Principalmente quando recursos públicos estão envolvidos, o compromisso com respeito e ética deveria ser ainda maior.

Não se trata de censura. Trata-se de limite. Não se trata de intolerância. Trata-se de coerência.

Democracia não é fazer qualquer coisa sem consequências. Democracia é conviver com diferenças — com respeito.

Como cidadão, comunicador, e cristão me posiciono: nossa fé cristã merece respeito.

O Brasil merece respeito.

O cidadão honesto merece respeito. E o Brasil merece mais responsabilidade.

Não podemos normalizar o desrespeito.

— Edgard Chiarelli - Jornalista